Combater a Procrastinação!

Por o 31 Outubro 2016

Como combater a procrastinação? Vejamos como podemos enfrentar um dos flagelos mais comuns da gestão de tempo.

 

Procrastinação!

 

A procrastinação – refere-se constantemente a uma tarefa – é um dos flagelos mais comuns da nossa gestão do tempo e pode ter várias causas. Uma delas é não sabermos por onde começar o nosso trabalho.

A procrastinação tem muitos “disfarces”. Podemos decidir realizar uma tarefa, mas encontrar razões infinitas para adiá-la. Podemos priorizar a realização de coisas que podemos facilmente riscar da nossa lista de tarefas, responder de imediato a emails, enquanto deixamos os projetos grandes, complexos para outro dia… Ao fazer isso, podemos sentir-nos ocupados enquanto, artisticamente, evitamos as tarefas que realmente importam. E quando olhamos para a nossa lista de coisas por fazer, podemos ficar desapontados connosco mesmos.

O problema é que os nossos cérebros estão programados para procrastinar. Em geral, todos nós tendemos a debater-nos com tarefas perspetivadas no futuro, em troca de esforços que temos de empreender no presente. Isso acontece porque é mais fácil, para os nossos cérebros, processar o concreto ao invés de coisas abstratas, e os problemas imediatos é muito tangível em comparação com aquelas desconhecidas, incertos benefícios futuros. Assim, o esforço de curto prazo domina facilmente a área de longo prazo da nossa mente-um exemplo de algo que os cientistas comportamentais designam de “present bias“.

 

Como fazer para melhorar a forma como olhamos para tarefas mais “evasivas”?

É uma questão de reequilíbrio da análise custo-benefício: tornar maiores os benefícios da ação e minorar os custos de realização da própria ação. A recompensa de realizar uma tarefa inoportuna ou desagradável poderá ser maior do que o esforço imediato para realizar essa mesma ação.

 

Tornar visíveis os benéficos de realizar uma ação

Visualizar quão bom será quando realizar a ação. 

Investigadores descobriram que as pessoas estão mais propensas a poupar para a sua reforma se lhes mostrarem fotografias digitais de si mesmas, no futuro. Isto faz com que o futuro se torne mais real e assim podem tomar consciência dos benefícios futuros da poupança, à medida que vão envelhecendo. Quando aplicamos uma versão simplificada desta técnica para qualquer tarefa que se evite, aproveitando um momento para criar uma imagem mental vivida dos benefícios de conseguir o feito, às vezes pode ser apenas o suficiente para desbloquear a inação. Portanto, se há uma chamada ou email que está a evitar, dê uma ajuda ao seu cérebro, imaginando a sensação de satisfação que terá quando realizar essa tarefa, e até mesmo de alívio por se livrar dessa tarefa mais desagradável.

 

 Comprometer-se, publicamente.

Dizer às pessoas que vamos fazer alguma coisa pode ampliar o apelo à ação e a tomar medidas, pois o sistema de recompensa do nosso cérebro é realmente responsivo à nossa posição social. A investigação revela que isso importa muito para nós se formos respeitados pelos outros, mesmo por estranhos. A maioria de nós não quer parecer tolo ou preguiçoso perante outras pessoas. Então, ao dizer “eu vou enviar-lhe o relatório até ao final do dia” estamos a acrescentar benefícios sociais ao nosso compromisso, o que poderá ser suficiente para nos levar a agir e cumprir o prometido.

 

Enfrentar o lado negativo da inação.

A investigação descobriu que somos estranhamente avessos a avaliar corretamente o status quo. Embora possamos pesar os prós e contras de fazer algo novo, consideramos muito menos frequentemente os prós e contras de não fazer essa coisa e, por isso, muitas vezes, ignoramos alguns benefícios óbvios de realizar uma ação. Suponha que adia, repetidamente, a preparação de informação para uma reunião… irá estar tentado a realizar tarefas mais emocionantes, e dirá a si mesmo que poderá fazê-lo no dia seguinte. Esforce-se por pensar na desvantagem de não preparar a reunião, e irá aperceber-se que amanhã será tarde demais para se inteirar da informação que precisa dos seus colegas. Mas se não adiar essa tarefas, então tem uma oportunidade de terminar a tarefa a tempo.

 

Que lhe parece destas formas de combater a procrastinação? Iremos partilhar mais dicas…


Artigo traduzido a adaptado da Harvard Business Review.

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