Estratégias para gerir o stresse

Por o 17 Maio 2017

Neste artigo apresentamos três estratégias principais que lhe permitem uma melhor gestão do stresse.

 

 

Apesar das diversas definições de stresse, o termo foi desde sempre acompanhado por uma conotação negativa – desde a sua origem que esta noção trazia subentendida a ideia de pressão: quer sobre algo (como a natureza) quer sobre alguém. Foi em meados do século XIX que as implicações do stresse começaram a assumir importância na medicina, definindo-o posteriormente como “uma resposta não específica do organismo a qualquer exigência”.

 

Sintomas de stresse

Os sintomas de stresse dividem-se em três fases: alarme, resistência e esgotamento. Das três, a que representa o maior nível de perigo é a ultima fase – esgotamento – quando os nossos mecanismos de defesa passam a não conseguir responder de uma forma eficaz originando doenças.

Na fase de alarme, o individuo ainda tem hipótese de interferir no impacto que o stresse pode ou não vir a causar, contudo, caso isto não aconteça, os níveis de stresse desenvolvem-se para o patamar da resistência na qual o organismo já está desgastado, enfraquecendo a resistência orgânica e resultando em dificuldades psicológicas.

Apesar deste padrão, cada indivíduo reage de forma diferente a cada situação dependendo da sua experiência, genética, ou até mesmo riscos patológicos subjacentes a essa mesma situação não existindo uma fórmula exata sobre o aparecimento ou combate do stresse.

 

O stresse laboral

O controlo do stresse consiste, resumidamente, na atitude de um individuo perante os diversos desafios que enfrenta ocasionalmente. No entanto, em contexto profissional, estes desafios são-nos propostos constantemente, testando não só fatores internos – atitude, confiança e positivismo – como também implica uma maior quantidade de fatores externos propícios ao aumento dos níveis de stresse.

Na União Europeia, o stresse laboral está entre as principais causas de doenças relacionadas com o trabalho; no entanto, o stresse por si só não constitui uma doença, podendo inclusive fortalecer a nossa resistência aos obstáculos que somos sujeitos. Se assim não acontecesse, a evolução das espécies nunca teria sucedido devido ás fragilidades de adaptação da humanidade. Contudo são precisamente as nossas particularidades que nos definem e caso estas não sejam favoráveis num contexto laboral existe uma probabilidade de a falta de gestão das nossas reações nos afetar ao ponto de originar variadas doenças (tanto físicas como mentais).

 

 

As 3 estratégias para gerir o stresse laboral

Um má gestão do stresse resulta em condicionantes perigosas para a saúde física e mental; na sua vida profissional vai lidar com situações que o ultrapassam, e a sua capacidade de as contornar pode interferir na sua carreira e na sua saúde. Proteja-se com as três estratégias principais que lhe permitem uma melhor gestão do stresse.

 

 1. Evite o stresse desnecessário

Não existe um ambiente laboral livre de conflitos, e muitas vezes o stresse não pode ser evitado. No entanto, o foco deve manter-se sempre no seu trabalho e nunca em fatores que lhe causem desconforto desnecessário. Para isso, aprenda a conhecer os seus limites, recusando-se a aceitar responsabilidades que não seja capaz de cumprir: vale sempre mais a pena fazer pouco, mas bem, do que muito, mas mal.

Em complemento, evite pessoas que lhe provoquem stresse, tente ganhar controlo sobre o seu ambiente e não entre em debates sobre tópicos incómodos para si. Apesar disto, a mais importante das sugestões – organize-se: defina as suas prioridades e hierarquize-as de modo a perceber o que é, efetivamente, necessário fazer – desta forma deixará de se concentrar em fatores menos relevantes possíveis causadores de stresse.

 

2. Adapte-se

Caso não seja capaz de ignorar ou alterar os fatores que lhe provocam stresse, mude as suas expectativas e atitudes recuperando a sua perceção de controlo.

Reenquadre o problema e reagrupe os seus pensamentos, posteriormente ajuste os seus padrões estabelecendo exigências razoáveis e foque-se sempre no positivo, construtivo e motivador. Esta “metodologia”, por simples que pareça na teoria requer controlo, concentração e vontade; no entanto, quando posta em prática, permite-lhe ter novas perspetivas e atitudes perante fatores de stress, dando-lhe consequentemente a capacidade de lidar com as situações usando a energia que provém do mesmo para o seu próprio benefício, aumento assim a sua produtividade.

 

3. Arranje tempo para descontrair

O ponto fulcral para gerir o stresse (para além de saber lidar com as situações ou até mesmo evitá-las) consiste em tirar tempo para si mesmo. Não só numa vertente de lazer e de despreocupação, mas também no âmbito de conseguir encarar o futuro de uma forma positiva e consistente.

Mantenha um estilo de vida saudável, descanse, e não permita que as suas obrigações se sobreponham constantemente ao seu bem-estar físico e psicológico. Tente aproveitar o tempo fora do seu trabalho para se dedicar a algo que realmente aprecie, para estar com alguém que valorize ou até mesmo para não fazer nada. Cuide de si e se o fizer corretamente estará preparado para enfrentar os problemas que se atravessam no seu caminho.

 

E no seu caso, que estratégias utiliza para gerir o stresse?

 

Sugerimos a leitura dos artigos: “Identificar e prevenir o stresse” e  “Gerir o stresse… ou deixar que o stresse nos domine!“.


Curso recomendado: Gestão do stresse

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marta silva Desde 3 meses

saber gerir este tipo de situacoes em contexto laboral

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Bruna Ferreira

Bruna Ferreira Desde 3 meses

Olá, Marta Silva!
Obrigada pelo comentário. 🙂
Esperamos que este artigo lhe tenha sido útil e que continue a acompanhar os próximos artigos publicados aqui no Blog de Desenvolvimento Pessoal e Profissional.

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