O futuro do trabalho: o papel dos Recursos Humanos na era da Inteligência Artificial

Por o 29 Outubro 2018

Atualmente, atravessamos mudanças significativas ao nível dos recursos humanos e do ambiente de trabalho. De acordo com uma pesquisa conduzida pela Accenture, em conjunto com o Fórum Económico Mundial, 87% dos inquiridos acreditam que as novas tecnologias, como a Inteligência Artificial, irão melhorar a experiência de trabalho, mostrando-se interessados em aprender novas competências no respetivo âmbito.

De facto, um outro estudo, desenvolvido pela McKinsey, reforçou a necessidade e a mais-valia em aprender novas competências relacionadas com a transformação da economia e o futuro do trabalho, nos próximos anos. De acordo com a pesquisa, 375 milhões de pessoas no mundo poderão ter de mudar de categoria profissional, considerando que 60% dos atuais cargos verão um terço das suas atividades automatizadas. De acordo com a autora Jeanne Meister, grandes empresas mundiais já reconhecem a necessidade de criar novos papéis e cargos profissionais, como forma de desenvolverem a componente Inteligência Artificial no ambiente de trabalho.

 

 

Segundo a autora, a Inteligência Artificial pode mudar o ambiente de trabalho através das seguintes cinco maneiras:

As pessoas trabalharão lado a lado com a Inteligência Artificial

Um estudo publicado pela consultora Gartner prevê que um em cada cinco trabalhadores conte com a ajuda da Inteligência Artificial na execução do seu trabalho, até 2022. No Instituto de Tecnologia da Georgia, por exemplo, encontra-se em atividade um professor assistente desenvolvido com base em Inteligência Artificial, pela plataforma IBM Watson. Isto é, não se trata de um professor humano. Chama-se Jill Watson e leciona um curso online, conduzido pelo professor Ashok Goel. Goel estima que, no espaço de um ano, Jill Watson seja capaz de responder a 40% do total de questões colocadas pelos estudantes.

Este é apenas um primeiro sinal de que a Inteligência Artificial já começa a ser um membro da equipa. Os líderes mais visionários consideram cada vez mais os chatbots (software que simula a conversa humana via chat) como colegas de trabalho. Como resultado, a utilização da Inteligência Artificial no desempenho de atividades laborais significará a libertação dos recursos humanos, para que estes se dediquem a tarefas que exijam pensamento crítico e criativo.

Identifique que atividades na sua equipa serão transformadas pela Inteligência Artificial

O estudo desenvolvido pela McKinsey afirma que poucas atividades serão automatizadas na totalidade. Em lugar disto, processos associados a algumas tarefas serão redefinidos em prol de uma maior eficiência. De facto, de acordo com a pesquisa, menos de 5% de todas as ocupações serão automatizadas com base na tecnologia atualmente existente.

Uso da Inteligência Artificial na procura de talento

O impacto mais visível da Inteligência Artificial nos Recursos Humanos é a forma como muitas empresas estão a efetuar o recrutamento. A IBM, por exemplo, criou uma série de ferramentas automatizadas para ajudar os candidatos a personalizarem a sua procura por ofertas de trabalho.
Cada vez mais, as organizações tentam identificar talentos com capacidade de polivalência, flexibilidade e adaptabilidade. Esta procura assenta na necessidade de encontrar novos talentos que facilmente se adaptem às rápidas alterações do mercado, do negócio e da indústria.

Usar formas automatizadas de aprendizagem

Considerando a tendência para diferentes funcionários acumularem tempo de atividade numa única função, as empresas estão a usar formas de aprendizagem automatizada para criar mobilidade organizacional interna. Isto permite que os trabalhadores desenvolvam outras capacidades e se foquem no crescimento da sua carreira, em lugar de apenas procurarem promoções.

Analise qual o impacto da Inteligência Artificial nos cargos de liderança das empresas

A Inteligência Artificial já começa a ocupar cargos anteriormente desempenhados por gestores. Diferentes ferramentas automatizadas são, hoje, capazes de organizar reuniões, fazer follow-up após as mesmas e melhorar descrições e textos associados a produtos, ofertas de trabalho, entre outros.
Robert Thomas, da empresa Accenture, acredita que os gestores das empresas incluirão a Inteligência Artificial na equipa, usufruindo da sua capacidade para agilizar processos de decisão e possibilitando a perceção de diferentes cenários a partir de outros pontos de vista.

Em suma, não precisamos de recear a Inteligência Artificial. Devemos, por outro lado, aproveitar as suas capacidades para aumentar níveis de produtividade e performance. Em suma, a Inteligência Artificial promete melhorar tanto a experiência do colaborador como a do consumidor.

Para saber mais sobre este tema, recomendamos a formação CEGOC As 5 escolhas para uma produtividade extraordinária

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