A ascensão das soft skills no mercado de trabalho

Por o 16 Setembro 2020

Ninguém tem dúvidas de que a tecnologia está a mudar – e a um ritmo vertiginoso – a nossa forma de trabalhar. De acordo com a McKinsey, a procura por profissionais que dominem as competências tecnológicas vai crescer 55% até 2030, pelo que esta é uma ótima altura para conseguir um emprego na área tecnológica.

Mas a ascensão da tecnologia está a ter um outro efeito no mercado de trabalho – está a gerar uma procura crescente por soft skills. O termo “soft skills” é difícil de visualizar, dado que abrange competências transversais, tais como liderança, colaboração ou comunicação. Como líder no desenvolvimento de pessoas nas organizações, a CEGOC define as soft skills como “competências comportamentais… que assentam num conjunto de capacidades interpessoais, situacionais e emocionais que ajudam a organização e os seus colaboradores a lidarem com a complexidade e imprevisibilidade do mundo à sua volta”.

 

 

À medida que a tecnologia e a Inteligência Artificial (IA) evoluem e continuam a substituir tarefas antes realizadas por pessoas, o “toque humano” está a tornar-se cada vez mais valorizado em várias áreas.

Jeffrey Werner, CEO do LinkedIn, numa entrevista à Inc., referiu a este respeito: “Por mais poderosa que a IA se torne – e está a tornar-se, ainda estamos a quilómetros de distância de ver os computadores serem capazes de replicar e substituir a interação humana e o toque humano”. Assim sendo, existe um grande incentivo para que os colaboradores desenvolvam soft skills, afirma Werner, uma vez que os empregos que dependem destas competências transversais serão sempre “mais estáveis durante um período de tempo mais longo”.

Num relatório recente, o Conseil d’Orientation pour l’Emploi (COE) refere que “existem três grupos de competências que devem ser mobilizados numa economia radicalmente alterada pela conversão da Inteligência Artificial e dos Big Data”. Quais são estas competências? Para além de competências especializadas e novas competências tecnológicas, o COE enumera competências transversais a qualquer área de atividade, que incluem competências sociais (trabalho de equipa, inteligência social…) e competências situacionais (autonomia, capacidade de aprender a aprender…). 

A McKinsey considera ainda que a demanda por estas competências vai aumentar 8% na próxima década – não tanto como a procura de competências técnicas, mas ainda assim apresentando um crescimento significativo.

 

Tempo de agir

As razões pelas quais os líderes das organizações estão agora a levar a sério o tema das soft skills são claras. Quando os seus colaboradores estão dotados de um forte leque de competências transversais, a sua organização torna-se mais competitiva, mais inteligente e mais produtiva.

No entanto, existe aqui um desafio: muitas pessoas não possuem o nível adequado de soft skills que lhes permita serem plenamente produtivas. De acordo com um estudo da Bloomberg realizado em 2018, 4 em cada 10 organizações afirmam que os recém-licenciados não possuem as soft skills de que necessitam para serem bem-sucedidos no seu trabalho. Estas organizações citam a inteligência emocional, a capacidade de raciocínio, a negociação e a persuasão como sendo algumas das competências altamente valorizadas que deveriam ser desenvolvidas durante os percursos académicos.

O Grupo CEGOS publicou recentemente o handbook “Future of Soft Skills”, que traça um retrato das mudanças que ocorrem hoje no mercado do trabalho e lança principais pistas e ferramentas para que as organizações acelerem o ritmo de desenvolvimento das competências das suas equipas em contexto digital. O documento dá conta da realidade complexa a que assistimos, onde os modelos de negócio tradicionais estão a ser sistematicamente ultrapassados por empresas, em muitos casos, com menos de 10 ou 15 anos de existência; e onde a Inteligência Artificial e as alterações tecnológicas profundas obrigam a que todos nós tenhamos de estar constantemente a (re)aprender para conseguir acompanhar o ritmo por vezes avassalador da mudança.


Descarregue o handbook “Future of Soft Skills” AQUI.


O handbook apresenta também um capítulo dedicado às 7 soft skills que começam já a tornar-se ativos escassos e muito procurados, merecendo por isso a nossa aposta coletiva nos próximos anos: Colaboração Remota, Comunicação Digital, Agilidade e Adaptabilidade, Criatividade e Sentido de Inovação, Espírito de Iniciativa e Empreendedorismo, Organização Eficaz do Trabalho e Capacidade de (Re)Aprender a Aprender.

Que melhor forma de preparar pessoas e organizações para os desafios de amanhã?

Para mais informação sobre os nossos programas de aprendizagem para aquisição de competências, contacte-nos para ou visite o nosso site.

Para saber mais sobre este tema, recomendamos a formação CEGOC Os 7 Hábitos das pessoas altamente eficazes

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