Desafios, oportunidades e recomeços

Por o 3 Fevereiro 2021

Uma das tradições no início de um novo ano aparece sob a forma de promessas, resoluções, ou como eu prefiro designar, intenções.

 

 

Quantas intenções se tornam mudanças efetivas?

Um estudo conduzido por Alan Deutschman, conclui que, apesar de todos termos a capacidade de mudar os nossos comportamentos, raramente o fazemos.

 

Na ponderação de perdas e ganhos, é natural que surja a questão: será que o futuro compensa em relação ao presente?

Quando uma pessoa identifica os benefícios da mudança, envolve-se no processo de transição.

Este é um dos desafios da liderança, abordado no modelo “As 6 práticas críticas da Liderança” apresentado pela FranklinCovey.

Na prática 5, Liderar a Equipa na Mudança,é apresentado o Modelo dos Processos de Mudança, com 4 fases:

  • Status quo
  • Disrupção
  • Adoção
  • Melhor desempenho

Este Modelo ilustra a experiência que cada um de nós pode ter quando estamos num processo de mudança significativa.

Na fase de Status Quo, as pessoas estão instaladas nos seus hábitos e rotinas. Fazem o que sabem, como sempre – mesmo que os resultados não sejam os melhores, podem também não ser os piores. Quanto tempo pode durar esta fase? Pouco tempo! Cada vez menos tempo.

Quer por fatores externos ou fatores internos a cada um de nós, as mudanças coabitam o nosso quotidiano.

Resistir à mudança é negar que ela está a acontecer; significa não escutar, não olhar à sua volta, deixar de interagir, encerrar-se “na sua bolha”.

As consequências não são produtivas – quer concordando, ou não, à nossa volta as mudanças já foram iniciadas de alguma forma.

 

Que papel escolhemos ter no processo de mudança?

É natural que as pessoas possam ter dificuldade em aceitar as mudanças. A fase de Disrupção não pode ser evitada. Desta fase faz parte a consciencialização das perdas e a identificação dos benefícios que poderão ser obtidos com a mudança. Esta identificação é determinante para decidir mudar e evoluir para a fase de Adoção.

Os líderes têm um papel vital nesta transição – conhecer e comunicar sobre o significado da mudança, decidir envolver-se e facilitar o envolvimento dos demais intervenientes neste processo (colaboradores, pares, outras equipas e entidades) e conseguir reduzir o tempo e o esforço associados a esta fase.

A fase de Adoção, é como a escalada de um vale para o cume da montanha – sabemos o que queremos alcançar, traçámos o percurso, equipámo-nos com os recursos necessários e, agora, precisamos fazer a escalada. Esta é uma fase de avanços e recuos; de ritmo instável, e de aprendizagem pelo erro. É fundamental saber reconhecer os pequenos sucessos e assinalá-los.

Finalmente, na fase de Melhor Desempenho, obtemos resultados de nível superior aos que existiam antes da mudança. É importante que todos o reconheçam!

Este Modelo da Mudança pode fazer parte do quotidiano, na liderança das equipas, nos processos de transição significativos da vida profissional, familiar e no sucesso pessoal; para que as “intenções” se concretizem e nos ajudem a ficar mais resilientes, mais realizados e mais felizes.

 

Convido a quem está a ler este artigo que reflita nas respostas que dá às questões seguintes:

Recomeçou um novo período de trabalho. Como se sente?

  • Ansioso(a) / angustiado(a)?
  • Ainda agora começou e já está cansado(a)?
  • Está a fazer o que gosta? Que significado tem para si?

Considere os vários domínios da sua vida (profissional, familiar, pessoal…)

  • O que faz para dar o melhor de si próprio(a) todos os dias?
  • Os resultados que obtém são compensadores? – (pense no tempo e energia que investe)

Como alimenta a sua energia?

  • O que precisa de mudar para se sentir melhor e mais performante?
  • Quem o(a) pode ajudar na sua “escalada”?

 

Boas escolhas!!!


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