Incertezas… que nos levam à reinvenção de um Novo Futuro

Por o 17 Fevereiro 2021

Depois de um ano de Pandemia, continuamos a gerir uma crise que não perspetiva solução. Os números, elevaram Portugal ao pior país do mundo, no ranking da Covid-19, o que nos destabiliza fortemente.

Os medos, as angústias, as perdas de entes queridos e de estabilidade financeira, arrastaram um país já deprimido para um estado de desânimo e de impotência. As empresas, a afundar, obrigadas a fechar portas, a realizar layoff ou na melhor das hipóteses a enviar os trabalhadores para teletrabalho, vivem com enormes dificuldades e prejuízos.

Grande parte da população teme pelo seu emprego e pelo futuro, outra parte, teme pela sua saúde e bem-estar, todos vivem num clima de incertezas e de “vida interrompida”[1], que veio quebrar as nossas rotinas.

Em termos de comunicação interpessoal, vimo-nos forçados a tapar o nariz e a boca com a máscara e a tentar projetar a voz de forma a tornarmo-nos mais audíveis e usar mais os olhos como fonte de expressão, não é por acaso que os olhos são considerados as janelas da alma… ou saltar de reunião em reunião online, numa das plataformas eletrónicas, que vieram para ficar.

As grandes empresas como a Microsoft e a Google foram as pioneiras em assumir que não voltarão ao modelo tradicional de escritório físico, pois comprovaram que a produtividade e a flexibilidade estão garantidas com o teletrabalho e que poupam mais com a redução dos espaços físicos.

 

  • Um estudo levado a cabo, no final do ano de 2020 pelo grupo Ageas e pela Eurogroup Consulting Portugal, vem mostrar que: “Cerca de 62% dos inquiridos admitem que gostariam de trabalhar a partir de casa, optando a maioria (cerca de 51%) por um modelo misto: 29% entre 50 a 99% do tempo em teletrabalho, e 22% com menos de 50% em teletrabalho”, lê-se num comunicado, divulgado pelas duas organizações. O estudo, realizado entre 9 e 23 de setembro de 2020, junto de uma amostra de 1.744 pessoas, com idade superior a 18 anos, residente em Portugal, descobriu ainda que “77% dos portugueses revelam-se satisfeitos com a forma como a sua empresa se ajustou ao teletrabalho”.

 

Significa que estamos a evoluir para novas soluções e formas de trabalhar, significa também que nos estamos a reinventar e a adaptar às vicissitudes decorrentes deste isolamento social. Provavelmente descobrimos novas relações familiares há muito perdidas, novas formas de conciliação da vida pessoal e vida profissional e talvez tenhamos posto a tónica no que realmente é mais importante: nós, a nossa família, os nossos amigos, o exercício ou passeios na natureza e a sustentabilidade do planeta.

Sim, também conseguimos melhorar visivelmente as emissões e os níveis de poluição, ao sermos obrigados ao confinamento.

 

As incertezas, também trazem grandes avanços, fruto da nossa capacidade de adaptação.

 

Longe vai a Revolução Industrial, e nem a Revolução 4.0 já é suficientemente completa, para descrever a nossa realidade aos dias de hoje. Novas tecnologias, novas plataformas, novos sites, novas vendas online, novas redes, novas networks como o crowdworking, novas profissões, novos desafios, novos algoritmos e toda a Inteligência Artificial a trabalhar um admirável mundo novo.

E nós, o que podemos fazer para zelar pelo nosso bem-estar e voltar a devolver a esperança? Talvez seja altura de apostar mais na Inteligência Emocional e estarmos mais enfocados nos outros, criando empatia e estreitando relações verdadeiras. Vamos lá fazer a magia da diferença acontecer? Quem alinha?


[1] DOLAMORE, S., LOVELL, D., COLLINS, H. & KLINE, A. (2020): The role of empathy in organizational communication during times of crisis, Administrative Theory & Praxis, DOI: 10.1080/10841806.2020.1830661

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Helena Ramos Desde 7 meses

Parabéns Celita!
Gosto muito dos teus artigos!
És uma inspiração.
Bem haja!
Beijinho grande.

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Carlos Medeiros Desde 7 meses

Well done… o futuro já chegou

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