Os 7 graus da maturidade emocional

Por o 22 Fevereiro 2021

Quando devem ser explorados os graus de maturidade emocional? Quando o pedido do seu interlocutor não está a ser claramente formulado, porque está “mascarado” pela expressão verbal, para-verbal ou não-verbal de uma emoção, refere Marshall Rosenberg, Psicólogo norte-americano (1934-2015), criador do processo de comunicação designado de “Comunicação Não-Violenta” (CNV).


Os 7 graus da maturidade emocional, derivados da inteligência emocional, podem ajudá-lo a esclarecer o pedido de seu interlocutor. Uma forte maturidade emocional requer da sua parte a capacidade de:

  1. Compreender a emoção e dar-lhe significado

    Para este efeito, a análise transacional distingue 5 emoções básicas:
    Medo: Está ligada à perceção de perigo, a situações desconhecidas e informa o indivíduo da sua necessidade de proteção.
    Raiva: É gerada por um obstáculo que impede o indivíduo de atingir o seu objetivo e informa sobre a necessidade de mudança.
    Tristeza: Está relacionada a uma perda e indica a necessidade de conforto.
    Alegria: É desencadeada pelo sucesso e informa sobre a necessidade de partilha com os demais.
    Desejo: Está ligada a uma esperança e fornece informações sobre uma necessidade de investimento.

  2. Expresse as suas emoções e necessidades com precisão

  3. Faça um pedido claro à pessoa

    Adapte o seu modo de intervenção de acordo com o grau de maturidade emocional
    Identifique o grau de maturidade emocional expresso e intervenha para ajudar o seu interlocutor a esclarecer o pedido.

 

 

Grau 1: Negação da emoção e do elemento desencadeante

Manifestações: O seu interlocutor desconhece as características da situação e a emoção que desperta nele.
Método de intervenção: Mantenha a situação descrita e pergunte sobre a emoção que esta pode estar a provocar.

 

Grau 2: Retenção da expressão emocional

Manifestações: O seu interlocutor está consciente do elemento desencadeante e da emoção que este causa nele, mas tem dificuldade em identificar esta emoção.
Método de intervenção: Reformule o que percebe a partir da emoção do seu interlocutor, proponha uma hipótese sobre a emoção e teste a sua hipótese: “Tenho a impressão de que estás com raiva…”

 

Grau 3: Expressão de uma emoção substituta

Manifestações: O seu interlocutor está consciente do elemento desencadeante e está em contacto com um sentimento de substituição que o impede de estar em contacto com a sua necessidade e, portanto, de fazer um pedido.
Modo de intervenção: Ajude-o a fazer a conexão entre o elemento desencadeante e a verdadeira emoção.

 

Grau 4: Expressão inapropriada da verdadeira emoção

Manifestações: O seu interlocutor está consciente do elemento desencadeante e da emoção que este expressa de uma forma que é desproporcional à situação.
Método de intervenção: Escute e questione sobre a emoção e sobre as necessidades verificadas na situação atual.

 

Grau 5: Expressão da emoção sem formulação da necessidade

Manifestações: O seu interlocutor expressa a sua emoção, mas não a necessidade correspondente.
Método de intervenção: Pergunte ao seu interlocutor sobre as suas necessidades.

 

Grau 6: Expressão da emoção e da necessidade

Manifestações: O seu interlocutor expressa a sua emoção e necessidade, mas sem fazer um pedido claro.
Método de intervenção: Pergunte-lhe sobre o seu pedido.

 

Grau 7: Expressão da emoção, necessidade e formulação do pedido

Manifestações: O seu interlocutor toma conta de si próprio e afirma-se na expressão da sua emoção, necessidade e pedido.
Método de intervenção: Responda ao seu pedido.

 

As contribuições da “Comunicação Não-Violenta” (CNV)
Inspirando-se nos 4 passos da Comunicação CNV, concebida por Marshall Rosenberg, é possível ajudar o seu interlocutor a expressar eficazmente as suas emoções:

  1. Descreva o comportamento concreto que afeta o bem-estar e os fatos descritos: “O que está a acontecer? “Quais são os factos?”.
  2. Convide o seu interlocutor a expressar a emoção sentida sobre este comportamento: “Como é que se sente face a esta situação?”
  3. As suas necessidades são expressas: “O que é que precisa?”
  4. Finalmente, clarifique o pedido de ações concretas que o seu interlocutor espera para restabelecer o bem-estar: “O que espera de mim?”

 

A postura a adotar
Para ser eficaz, terá de:

– Praticar a escuta empática para detetar sentimentos que não são claramente expressos;
– Mostrar bondade e empatia para com os sentimentos do interlocutor é essencial;
– Finalmente, é do seu interesse proceder a reformulação e hipóteses. Somente a própria pessoa sabe o que lhes está a acontecer.

 

Autor: Jean-Pierre Testa

Para saber mais sobre este tema, recomendamos a formação CEGOC Inteligência Emocional

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